Padre acredita que a imagem se originou na mente do noivo
A explicação do fenômeno é apenas científica, pois a única relação com religião é o poder dado por Deus ao ser humano.
Essa é a opinião do monsenhor e teólogo Vítor Groppelli sobre a imagem do corretor Olimpio José Rodrigues na foto de casamento. Gropelli é ex-vigário-Geral da Catedral Metropolitana de Londrina e atual coordenador do Instituto Pastoral de Nazaré.
O teólogo diz que os fenômenos ditos sobrenaturais sempre despertam a imaginação, provocando medo, curiosidade, perplexidade e muitas explicações também. O religioso entende que há duas possibilidades para explicar casos semelhantes. A primeira: simples fraude. A segunda: um fenômeno natural. Fenômenos que não se explicam, aparentemente sobrenaturais, são na realidade naturais e podem ser explicados pela ciência, ainda que sejam realmente extraordinários.
Vítor Groppelli faz um alerta: Em casos como esse, se não tomarmos cuidado, podemos apresentar uma opinião influenciada. A religião não deve interpretar um fenômeno natural. E a ciência só pode fazê-lo após esgotar todas as possibilidades para dar parecer realmente científico, ressalva.
Para evitar equívocos, o padre faz questão de dizer que qualquer religião é especialista em Deus, mas erra. E que a ciência é especialista no campo da natureza, mas também erra. O cientista e o religioso erram, igualmente. Muitas vezes, o erro é provocado pela falta de bom-senso e de conhecimento. Por isso, é necessário muito cuidado e parcimônia ao tratar do assunto, pondera.
O teólogo argumenta que a parapsicologia é uma ciência que se desenvolveu muito nos últimos cem anos e apresenta inúmeros episódios semelhantes, em que a imagem de pessoas já mortas aparecem em fotografias. A parapsicologia já descobriu que há um fluido humano capaz de ser fotografado, ressalta Groppelli.
Sobre a hipótese de a imagem revelada na foto ser do espírito do pai do noivo, o teólogo disse que a influência espírita kardecista no Brasil é muito grande e certamente se reflete num momento como este.
Para o padre, o surgimento da imagem do pai pode estar ligado às condições afetivas do noivo. O teólogo acha que, caso não se trate de fraude, enquanto o fotográfo registrava o casamento, o noivo pensou ou desejou a presença do pai e a imagem dele apareceu na foto quando o filme foi revelado. O fenômeno estaria na mente da pessoa e não na realidade. O que existiu foi uma forte energia emanada do noivo e não a presença do pai ou do espírito dele na cerimônia de casamento.
Para o monsenhor, a única relação religiosa do fenômeno é o fato de que Deus criou o homem à sua imagem e semelhança. As potencialidades humanas são imensuráveis. Mesmo não sendo iguais a nossos irmãos, carregamos características dos pais. Assim como carregamos poderes dados por Deus, argumenta o teólogo, acrescentando que aqueles que desenvolveram essa capacidade podem materializar o pensamento.
Gropelli comenta: Um pintor reproduz na tela uma imagem criada em sua mente. O fenômeno de União da Vitória é semelhante ao da pintura. É uma capacidade humana concedida por Deus, ainda que uns a tenham desenvolvido mais, outros menos. A diferença é que um fenômeno é consciente e o outro, inconsciente.Clique aqui para ver a foto em tamanho maior
Paulo WolfgangFenômeno naturalMonsenhor Vítor Gropelli: As pontencialidades humanas são imensuráveis. Carregamos poderes dados por DeusÁureo Nogueira





