Padrasto é preso por estupro e mãe indiciada por negligência
O pedreiro desempregado Antônio Ferreira Pinto, 33 anos, está preso na delegacia de Sarandi (7 km a leste de Maringá) acusado de ter estuprado a enteada de 11 anos, A.P.S.S. A mãe da menina, Genésia dos Santos Silva, 33 anos, foi indiciada como co-autora do crime, por negligência no cuidado da filha. O pedreiro afirma que foi autorizado por Genésia a manter relações com a enteada.
À Folha, Pinto disse que estuprou a menina por quatro vezes no mês de abril deste ano. Tudo começou no dia em que eu cheguei meio de porre em casa (no Jardim Novo Independência, em Sarandi) e quis transar com minha mulher. Ela não quis e me ofereceu a filha; a menina aceitou, não precisei tapar a boca dela, contou. Das outras três vezes também estava meio de porre. Tomo pinga de vez em quando. O irmão dela, de 14 anos, também transou com a menina, afirmou Pinto.
Genésia dos Santos Silva e a filha negaram todas as acusações. Até mudamos de Sarandi para o Parque da Grevilha, em Maringá, para fugir dele, disse Genésia. A queixa à polícia foi registrada no final de abril. O processo foi aberto, mas Pinto fugiu para Santa Catarina. Quando retornou, foi à casa delas e, segundo Genésia, teria oferecido R$ 100,00 para que ela retirasse a queixa na polícia.
Genésia, em seu depoimento, não soube explicar por que não foi embora de casa nem se separou depois do primeiro estupro. Pinto insistiu que a mulher, com quem viveu durante 11 anos e com quem tem um filho de sete anos de idade, foi negligente com relação à filha. Ela disse ao delegado José Aparecido Jacovós, de Sarandi, que houve violência sexual. Ele me ameaçou, puxou meus cabelos e estuprou minha filha com muita violência, afirmou a mãe.
Em suas declarações à Folha, o pedreiro disse ainda que a mulher exigiu que ele tivesse relações sexuais com ela (Genésia) e, depois, que fizesse o mesmo com a filha. O laudo do exame de conjunção carnal mostrou que A.P. sofreu violência sexual.
Antônio Ferreira Pinto tem 1,60 m de altura e pesa 65 quilos, o mesmo porte físico de sua mulher. A gente já estava se separando. Vivíamos brigando. Ela batia em mim e eu nela, contou. Pinto está preso sozinho em uma cela na delegacia de Sarandi. O delegado Jacovós tem medo de colocá-lo junto com os outros 40 presos que superlotam a cadeia local. Seria um massacre. Ninguém gosta de estuprador, disse o delegado.Marcos NegriniO pedreiro Antonio Ferreira Pinto, na prisão: Estava de porreMarccio W. Varella





