Padrasto de Gabriel lança cruzada contra violência
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quarta-feira, 23 de novembro de 2005
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
''A nossa Londrina está morrendo''. Essas foram apenas algumas das palavras do médico Marcos Afonso Posso, durante pronunciamento feito ontem à tarde na Câmara de Vereadores.
O padrasto de Gabriel Rezende Marques Guimarães, 20 anos, morto com três tiros no peito, durante uma tentativa de assalto no último dia 14, disse estar iniciando uma cruzada contra a falta de segurança da cidade. ''A situação passou de qualquer limite. Em breve estaremos passando por um processo de adaptação em relação à violência, seja ela de qualquer tipo'', disse.
Posso afirmou estar protestanto por seu filho e confessou não aguentar mais a maneira como a vida do cidadão está sendo tratada. ''Acuso veementemente as autoridades constituídas pela morte de meu filho. Tenham certeza de que não estou só em minha constatação'', ressaltou.
O médico ainda afirmou estar iniciando uma cruzada com o apoio de várias associações da cidade e da própria população ''acuada'', como diz. ''Apesar da veêmencia emocional das minhas palavras, não pensem que eu não tenho conhecimento da complexidade do assunto. Este é um protesto de um cidadão em nome da grande maioria dos cidadãos desta cidade.''
De acordo com a assessoria de imprensa da Câmara, o pronunciamento do médico será encaminhado aos órgãos municipais e estaduais e também para toda a imprensa.


