Curitiba - Dados preliminares fornecidos ontem pela Prefeitura de Curitiba indicam uma tendência de redução da taxa de mortalidade infantil na Capital. No ano passado, essa taxa ficou em 13,7 óbitos por mil nascidos vivos e a deste ano poderá ficar em 12,7 por mil. A estimativa é da Secretaria Municipal da Saúde. No primeiro semestre deste ano foram registradas 146 mortes de bebês, 39 a menos do que nos primeiros seis meses do ano passado.
Além da melhoria na infra-estrutura de atendimento neonatal, o trabalho de voluntários está ajudando a combater a mortalidade infantil, no entendimento da prefeitura. O secretário municipal da Saúde, Michele Caputo Neto, atribui os resultados ao programa Pacto pela Vida, que integra a ação de voluntários dos Comitês Locais de Defesa da Vida, técnicos das Unidades de Saúde, do serviço de neonatologia do Hospital de Clínicas e da Maternidade Victor Ferreira do Amaral. Atualmente, existem 76 comitês com a participação de mais de mil voluntários em toda a cidade.
Outro resultado anunciado como positivo foi a redução da taxa de mortalidade fetal em Curitiba que passou de 11,6 óbitos fetais por mil nascidos vivos em 2000, para 9,4 em 2001, representando uma redução de 87 óbitos fetais.
O pediatra Antônio Carlos Bagatim, chefe do serviço de neonatologia do Hospital de Clínicas e da Maternidade Victor Ferreira do Amaral, explica que são consideradas de maior risco as gestantes adolescentes, hipertensas, com baixo nível sócio-econômico, diabéticas, desnutridas e as que têm doenças prévias.

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