Pacientes que precisam de radiografias no Hospital da Zona Norte (HZN), em Londrina, têm tido que aguardar o exame ir e voltar do Hospital da Zona Sul (HZS). A máquina que faz a revelação do raio-x está quebrada há cerca de três semanas. Assim, o raio-x continua sendo realizado no HZN, mas as chapas precisam ser enviadas para o outro hospital, para serem reveladas lá e enviadas de volta. Só então o médico faz a avaliação e libera ou interna o paciente.
A espera pelo exame pode ultrapassar uma hora, segundo a direção do próprio hospital, porque as chapas só são levadas para a revelação em grupos de quatro ou cinco. ''Foi a solução encontrada para melhor atendermos a todos. Se fôssemos encaminhá-los a outros serviços ou simplesmente deixá-los de atender, o transtorno ao paciente seria muito maior'', justificou a diretora geral do HZN, Andreza Daher Delfino Sentone.
Segundo Wilson Battini, diretor geral do HZS, o problema não tem afetado o atendimento da unidade. ''Nossa aparelhagem é muito boa. O que tem dificultado é o fechamento do pronto-socorro do HU e a nossa reforma'', avaliou. Nenhum dos dois diretores soube informar nem estimar quantas radiografias do HZN têm sido reveladas no HZS por dia.
A reportagem da FOLHA esteve no HZN, mas não obteve permissão para fotografar nem entrevistar ninguém no interior da unidade. Do lado de fora, algumas pessoas afirmaram que durante vários meses o aparelho realizou exames de pelo menos outros três hospitais. ''Vinha gente do PAI (Pronto-Atendimento Infantil), PAM (Pronto-Atendimento Municipal), Maternidade e até do Hospital da Zona Sul. Ficava uma fila enorme do lado de fora, de gente esperando raio-x. Aí não tinha como não quebrar'', denunciou uma pessoa que trabalha próximo ao hospital.

mockup