Pacientes sofrem com expectativa de vagas
Pacientes sofrem com
expectativa de vagas
A dificuldade em conseguir leitos em outros hospitais deixa pacientes apreensivos. Acomodados provisoriamente numa sala pequena com outras três camas, não sabem qual será o destino. Anteontem, Adriana Ribeiro Gomes, 28 anos e na 41ª semana de gravidez, aguardava as contrações e dilatação para que fosse solicitada vaga na Central de Leitos.
Eu espero ter o bebê ainda hoje (quarta-feira). O pior é ter que esperar por uma vaga em uma cidade que nem sabemos qual, comentou. Ela foi liberada no final da tarde porque não houve dilatação suficiente para o parto. Quando as contrações recomeçarem, ela voltará ao hospital e aguardará que uma vaga apareça na região para ser encaminhada.
Em outra cama, Rosana da Costa Martins, 35 anos, e o filho Douglas, 1 ano, estavam internados com sintomas de desidratação desde terça-feira. Por causa da procura por socorro, Rosana ficou a noite toda sentada, acompanhando o filho que estava na maca. Se a situação piorasse, seriam transferidos para outros hospitais. Isso não aconteceria se tivéssemos o hospital funcionando, desabafou. Ontem de manhã, eles tiveram alta.
A enfermeira Maria Isabel Pallasi é uma das responsáveis em consultar a Central de Leitos para encaminhar pacientes graves. Ela disse que fica irritada quando há demora em conseguir uma vaga. A gente está trabalhando com seres humanos. Há casos que não podem esperar, informou.
Ontem cedo, uma pessoa foi internada com um edema pulmonar e entrou em estado de coma. Isabel disse que desde as 8 horas aguardava uma vaga pela Central de Leitos, mas até às 17h15 não havia retorno da solicitação. (A.S.)





