Com ajuda da imprensa, o Hospital Universitário (HU) de Londrina conseguiu localizar esta semana a família de um paciente que está internado em estado grave desde o dia 25 de abril. O homem passou mal no Parque Ouro Branco (Zona Sul) e foi encaminhado ao hospital sem nenhum documento pessoal.
Atender pacientes com identidade ignorada já faz parte da rotina dos maiores hospitais da cidade. ''Geralmente essas pessoas estão sozinhas no momento em que sofrem atropelamento ou passam mal e são encaminhadas sem documentação ao hospital por estranhos ou pelas equipes do Samu. Em 2010 atendemos 10 pacientes nesta situação'', afirma a assistente social do Hospital Evangélico (HE), Carmem Turri.
Cabe às assistentes sociais dos hospitais o trabalho de localização das famílias. ''Quando o paciente está lúcido, perguntamos para ele mesmo como obter contato com seus familiares. Se a pessoa estiver em coma, damos início ao trabalho investigativo'', explica a chefe da divisão de assistência social do Hospital Universitário (HU), Maria Lúcia Maximiamo.
Ela diz que o primeiramente busca informações sobre o local onde o paciente foi encontrado. ''Depois disso pesquisamos os telefones mais próximos na lista telefônica e ligamos falando da circunstâncias em que pessoa foi encaminhada ao hospital e tentamos localizar alguém que a conheça'', conta Maria Lúcia.
A assistente social diz que quando não obtém sucesso através do trabalho investigativo busca ajuda junto à imprensa. ''Passamos as características físicas do paciente, a data em que foi internado e o local onde sofreu acidente ou passou mal. Na grande maioria dos casos a família aparece quando esses dados são divulgados'', afirma Maria Lúcia. Segundo ela, não há estatística de quantos pacientes ignorados são atendidos por ano no HU. ''Em média são dois por mês, mas esse número é bastante variável'', revela.
Na Santa Casa de Londrina, seis pacientes ignorados foram atendidos nos últimos 14 meses, de acordo com dados da instituição. A assistente social do hospital, Daniele Cristina Sarzi, afirma que a principal preocupação é em relação ao momento em que tiverem alta hopitalar. ''Nosso objetivo é assegurar que eles receberão da família os cuidados necessários para sua recuperação, como curativos e administração correta dos medicamentos receitados pelo médicos'', enfatiza.

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