Londrina – Além da falta de funcionários e suprimentos, outro problemas que os usuários dos hospitais ligados à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) precisam enfrentar é a demora para conseguir passar por procedimentos que não são considerados emergenciais.
Na semana passada, a aposentada Maria Lourdes de Miranda, de 63 anos, precisou cruzar a cidade para que a filha pudesse fazer um ecocardiograma, exame para diagnóstico de problemas cardíacos semelhante a um ultrassom. O procedimento seria feito, inicialmente no Hospital da Zona Sul, próximo ao Parque das Indústrias, onde Maria Lourdes mora. No entanto, o aparelho quebrou e a aposentada teve que levar a filha para ser atendida no Hospital da Zona Norte. O exame, que seria feito dia 3 de março, acabou sendo realizado dez dias depois. "Fizemos o eco, mas ficou meio fora de mão", comenta a mãe.
A jardineira Aline Franciele Machado, de 27 anos, por sua vez, precisou agendar em novembro uma cirurgia de ligadura de trompas, mais conhecida como laqueadura, no Hospital da Zona Sul. Ela já havia pedido a intervenção quando estava grávida, mas só foi operada na última segunda-feira. O filho mais novo de Aline já tem 1 ano e meio de idade. "Tive que esperar bastante", lamenta.(A.L.)

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