O único equipamento de raio-x da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Sabará, na região oeste de Londrina, está quebrado desde 28 de julho. Pacientes que precisam do exame, como a auxiliar de cozinha Vera Lúcia Pinha, são encaminhados ao Hospital Zona Norte (HZN), no Conjunto Violim. O transporte é feito por uma Kombi que pertence à Secretaria Municipal de Saúde, mas a demora e a peregrinação até o anúncio do diagnóstico têm causado indignação nos pacientes. "Acho isso um absurdo", desabafou Vera.
A auxiliar de cozinha escorregou e caiu sobre um dos braços. Sentindo fortes dores, ela seguiu para o Pronto Atendimento Municipal (PAM). Lá o equipamento de raio-x utilizado de forma compartilhada entre os pacientes do PAM e do Pronto Atendimento Infantil (PAI) está em funcionamento. Após a realização do primeiro exame, ela foi encaminhada à UPA do Jardim Sabará. "Aqui eles disseram que eu teria que fazer mais um exame. Como a Kombi já tinha ido minutos antes com outros pacientes para o Hospital Zona Norte, meu sobrinho me levou até lá. Para voltar, eu voltei com o pessoal", contou. Na manhã de ontem, Vera aguardava uma nova consulta com o ortopedista da unidade.
O auxiliar de limpeza Rogério Marigo também precisou realizar o exame e reclamou da demora no encaminhamento para o hospital. "O pessoal da UPA espera juntar mais pacientes para levar todo mundo junto. Deve ser para economizar... É fogo esse nosso sistema de saúde", comentou. Rogério disse ter sido vítima de assalto durante a madrugada e apresentava ferimentos na cabeça e em uma das mãos.
A assessora da diretoria de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde, Camilla Yuri Kawanishi, destacou que técnicos do serviço de manutenção irão analisar o equipamento de raio-x na manhã de segunda-feira. A expectativa é de que o conserto fique em, aproximadamente, R$ 3 mil.
Em relação ao transporte de pacientes, Camilla afirmou que o veículo realiza o percurso a cada duas horas. "Nos casos mais graves e mais específicos, o Samu é acionado para realizar o deslocamento do paciente até o hospital. Todas as pessoas estão sendo atendidas e em nenhum momento foi negado atendimento", garantiu. A preferência pelo Hospital Zona Norte foi para não sobrecarregar os atendimentos no PAI e no PAM. A direção do hospital foi procurada, mas não retornou as ligações.

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