Pacientes operados não
tinham mesmo problema
‘‘O fígado não dói, mas com o tempo os pacientes ficam com a barriga inchada, cansaço, podem ter hemorragia interna, cor amarelada e alterações de consciência. Se não conseguirem um transplante, acabam morrendo’’, diz a médica Mônica Parolin, integrante do Serviço de Transplante Hepático. A paciente Ana Iagla da Costa, 45 anos, de Ponta Grossa, já estava numa fase difícil da doença. ‘‘De um tempo para cá eu não queria comer mais nada, só vomitava, e tinha muito cansaço’’, conta.
Ana estava há um ano na fila de espera, com cirrose hepática, que se agravou nos últimos 20 anos, desde que recebeu uma transfusão de sangue contaminada por hepatite B.
Assim como ela, Luzia Correia da Silveira, 35 anos, psicóloga moradora do Rio de Janeiro, também tinha cirrose hepática adquirida de uma hepatite auto-imune. Há um ano na fila, ela já estava há uma semana em Curitiba esperando pela sua vez.
Já Francisco Soares Caldeira, 36 anos, comerciante em Palmeiras, tinha a situação mais complicada. A doença genética, fazia com que o fígado produzisse uma proteína anormal que lesa os nervos periféricos. Aos poucos a pessoa vai perdendo os movimentos. Dois irmãos têm o mesmo problema, sendo que um já operou. ‘‘Eu não tenho mais sensibilidade nas pernas’’, conta. Segundo o médico Júlio Coelho, o transplante vai interromper esse processo. Entre sete a dez dias eles devem receber alta do hospital. (M.G.)

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