Com pouco dinheiro no bolso e desacostumados com a ''cidade grande'', muitas pessoas que vêm para atendimento médico em Londrina enfrentam muitas dificuldades. No entanto, a solidariedade e o carinho de voluntários e funcionários dos hospitais tornam mais fácil a permanência na cidade.
Um bom exemplo é a Casa de Apoio Lucila Balalai, que é mantida pelo Hospital do Câncer. Criada em 1983, a casa tem capacidade para abrigar até 20 pessoas, entre pacientes que estão em tratamento no HC e seus acompanhantes.
Tudo é muito bem decorado e montado. Na cozinha não faltam frutas, bolos e guloseimas, que são trazidos por diversos voluntários. Uma verdadeira casa para quem precisa ficar afastado de seu lar.
Um dos ''moradores'' é o lavrador Vicente Ferreira da Costa, 52 anos, de Ibaiti (Norte Pioneiro). Ele está realizando um tratamento que não precisa de internação, mas exige presença diária no hospital. Morador de um sítio que fica a 13 km de Ibaiti, não poderia realizar o tratamento se não estivesse abrigado na casa de apoio.
''Quando vinha para as consultas eu tinha de sair do sítio um dia antes, posar num albergue da minha cidade e embarcar no dia seguinte, na ambulância que vem pra cá. Trabalhei a vida inteira na lavoura, não sei ler, por isso tenho dificuldades para andar aqui. Ainda bem que tem essa casa. O atendimento aqui é muito bom. Estou feliz''.(W.S.)

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