Pacientes fundam associação para acompanhar casos
Vinte e nove casos de erros médicos, imperícias e negligências estão sendo invetigados pelos distritos policiais, Promotoria Pública e Secretaria de Saúde de Foz. Os pacientes e familiares chegaram a abrir a Associação de Vítimas de Erros Médicos, coordenado pela jornalista Cintia Ramos.
Somente no ano passado, foram quase dez denúncias, o que fez o promotor José Aparecido Cruz determinar uma devassa nas clínicas, postos de saúde e hospitais públicos e particulares de Foz do Iguaçu.
Um dos casos que está sendo investigado é a morte de Patrício de Lima, de pouco mais dois anos. Segundo a mãe, Aparecida José de Lima, ele morreu depois de receber uma medicação prescrita pelo médico Rolnei Nandi.
A Polícia Civil também está investigando a morte da servidora pública municipal Derli Alves, que morreu depois de ser retirada da UTI do Hospital Costa Cavalcanti. Ela estava com constantes paradas cardíacas, mas não foi aceita no hospital porque não tinha dinheiro para pagar.
Neste ano, a Secretaria da Saúde demitiu o médico Ruy Esloboda, depois de constatar a denúncia de que ele atendeu a comerciária Márcia Ferreira da Costa, em 16 de fevereiro. Ela estava grávida e deu à luz no corredor do Pronto Atendimento Médico. Esloboda, segundo a denúncia, teria enrolado o bebê em jornal e anunciado a sua morte. Levada para a Santa Casa Monsenhor Guilherme, médicos constaram que o filho de Márcia estava vivo. Na manhã seguinte, ele morreu por falta de cuidados médicos no parto.





