Emerson Cervi
De Curitiba
A espera, que pode durar vários anos, pelo transplente não é o único problema enfrentado por pacientes renais crônicos do Paraná. Obrigados a fazer sessões de hemodiálise três vezes por semana enquanto não conseguem um doador compatível, pacientes da Santa Casa de Curitiba reclamam da inconstância no fornecimento de remédios de uso contínuo pela Secretaria de Estado da Saúde.
Segundo o aposentado Romildo Castro da Silva, 55 anos, que faz hemodiálise há 8 meses, a Central Estadual de Medicamentos não fornece todos os medicamentos exigidos pelo tratamento. ‘‘Até mesmo o Eprex, que é o remédio mais importante, estamos recebendo em doses menores.’’
Médicos e enfermeiras do setor de hemodiálise da Santa Casa confirmam a queixa. São eles que prescrevem as doses necessárias do medicamento e emitem a guia para retirada dos remédios na Central. O Eprex mantém o volume de glóbulos sanguíneos em níveis satisfatórios depois das sessões de hemodiálise. ‘‘Além disso, temos que tomar complexo B, sulfato ferroso e outros remédios que o Estado cortou.’’
O setor de hemodiálise da Santa Casa atende cerca de 150 pacientes renais crônicos. A maioria tem dificuldade para tomar todos os remédios prescritos. Segundo Silva, os medicamentos que ele precisa tomar custariam cerca de R$ 260,00 por mês. ‘‘Isso é mais da metade do que eu recebo como aposentadoria, jamais poderei comprar todos os remédios.’’

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