Pacientes estão com esperança
A possibilidade de agilizar o andamento da fila de transplante de córneas, trazida pelo Banco de Olhos, é uma esperança para algumas pessoas que, há anos, sofrem com problemas de visão. ''Eu já perdi 90% da visão do olho esquerdo e a cada mês que espero pela cirurgia, perco de 15 a 20% da direita'', disse a costureira Gilda Maria Marchesini, de 56 anos. Ela descobriu, há dois anos, que tinha uma doença congênita que degenera as córneas. Desde outubro ela entrou na fila de espera por um transplante hoje é a 41 da fila.
Assim como a costureira, o jovem Otávio Cesar Storto Loureiro, de 20 anos, sofre com a degeneração da córnea. Ele contou que os primeiros problemas de visão surgiram aos sete anos de idade, mas até então o óculos era suficiente para corrigir a visão. ''Há dois meses, eu acordei e vi tudo embaçado. Quando fui ao médico ele disse que precisava de um transplante urgente'', declarou.
Apesar da pouca visão no olho direito, Loureiro ainda consegue trabalhar como auxiliar de serviços gerais nas Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa). ''Às vezes tenho que trabalhar de madrugada e meu olho dói muito. E dói lá no fundo'', revelou o jovem. Mas a maior tristeza dele é perceber que a dificuldade para ler e escrever estão aumentando. ''Eu gostaria de ser cantor, e até escrevo músicas. Mas agora está mais difícil'', lamentou. Loureiro é o 68º na fila pelo transplante. (C.R.)





