Pacientes esperam mais de 8 horas por atendimento
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segunda-feira, 07 de maio de 2007
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
A demora para receber atendimento no Pronto Atendimento Municipal (PAM), unidade responsável por casos de urgência localizada na Área Central de Londrina, deixou pacientes revoltados na tarde de ontem. Muitos deles declararam que estavam esperando ser recebidos por médicos no final da tarde, mas haviam chegado ao local ainda pela manhã.
Essa foi a situação enfrentada pela aposentada Lucinéia Félix, 37 anos, moradora do Jardim Ideal (Zona Leste). Para acompanhar o filho Itael Gladiston Geizel Félix Rodrigues dos Santos, 15, que estava com dor de estômago, ela chegou no posto pouco depois das 10 horas.
Além do transtorno da espera, ela não pôde tomar seus remédios diários e chegou a passar mal. ''A enfermeira ainda disse que eu estava judiando do meu filho'', reclamou, indignada. Lucinéia ainda queixou-se da falta de informação por parte dos funcionários.
Itael conta que a demora no PAM é rotina. ''Sempre trago minha mãe aqui e sempre é muito demorado. Estou passando mal e até agora só tiraram a minha pressão'', relatou o jovem.
O que não faltou durante a tarde foram queixas de pacientes. O cobrador de ônibus Osvaldo Rovino, 58, também chegou pela manhã e passou pela triagem apenas às 15 horas. ''O problema deve ser muita gente para pouco médico'', arriscou. Ele, porém, não poupou críticas ao atendimento. ''Cheguei a suar frio esperando aqui fora. Estou sem almoço e sem café da manhã e não sei que horas vou conseguir sair daqui'', lamentou. ''Daqui a pouco vou ter de chamar uma ambulância para me buscar porque não consigo atendimento dentro do hospital.''
Com problema de coluna, João Paulo Silva, 29, relatou que outros pacientes que esperavam atendimento por muito tempo só conseguiram entrar depois de desmaiar. ''Aqui é sempre complicado. Acho que é por causa da falta de médicos e de funcionários mais bem treinados para atender as pessoas'', disse. ''E o pior que a gente não pode nem sair daqui para comer porque pode perder a vez'', acrescentou.
No final da tarde, a diretora-executiva da Secretaria Municipal de Saúde, Marlene Zucoli, informou que o número de pacientes que procurou o PAM na tarde de ontem foi muito acima do esperado. Segundo ela, até o final da tarde, 254 pessoas buscaram o local.
Três médicos estavam no plantão. Com isso, a média de atendimento necessária para dar conta da demanda era de sete pacientes por hora. O número ideal, de acordo com Marlene, é de quatro por hora.
A diretora-executiva acrescentou que a chegada de pacientes graves dificultou o andamento. ''Tivemos dois casos de AVC (acidente vascular cerebral) que passaram na frente pelo risco de morte'', explicou. Ela afirmou ainda que os picos ocorrem especialmente nas segundas-feiras. No final da tarde, os pacientes que deram entrada às 13h40 estavam sendo atendidos.


