Pacientes esperam mais agilidade
Arapongas O desempregado José Mariano Ferreira, de 58 anos, passou uma tarde com a filha Letícia, de 13, que reclamava de dores no estômago, aguardando atendimento. A adolescente começou a passar mal no início da tarde. "Fomos no posto de saúde, mas como lá não fazem exames de sangue e urina nos mandaram para cá", relatou Ferreira na porta do pronto-socorro da Santa Casa de Arapongas.
A adolescente, com suspeita de apendicite, reclamava sentada em uma das cadeiras da recepção do PS. "Está doendo bastante, principalmente quando eu ando ou faço algum movimento", relatou. Por volta das 18 horas, quando a reportagem deixou o local, a garota ainda aguardava atendimento.
Os pacientes esperam que os investimentos prometidos pelo Ministério da Saúde (MS) possam diminuir o tempo de espera. "O atendimento aqui é bom, mas se forem contratar mais médicos e profissionais ajuda. Quanto mais médico, melhor", apontou o trabalhador rural Nelson Mariano, de 53 anos, morador de Cambira (Região Metropolitana de Maringá). Mariano passou por uma cirurgia na tíbia no Hospital da Providência, de Apucarana, após um cavalo cair sobre sua perna durante o trabalho. "Fui atendido em Cambira, mas como lá não tem hospital me transferiram para cá. O atendimento foi rápido e após dois dias internado fui liberado", contou.
Em uma das entradas do Hospital João de Freitas, em Arapongas, a dona de casa Sônia de Jesus, de 46 anos, aguardava para visitar o marido internado, após cirurgia para retirada de um tumor. Segundo ela, o marido foi bem atendido, mas "às vezes faltam vagas no hospital". "Eu moro em Sabáudia e todo mundo precisa vir aqui em uma caso mais complexo e específico. E como há muita gente as vezes é preciso esperar um certo tempo para agendar uma cirurgia", frisou a dona de casa.(L.F.C.)





