Pacientes que procuraram o Hospital Universitário (HU) de Londrina, ontem, chegaram a enfrentar fila de espera de até seis horas para receber atendimento no Pronto Socorro Médico (PSM). Diante da lotação dos 34 leitos de internação para adultos, uma pessoa foi internada em um consultório e outra foi acomodada na sala de urgência. A consequência, segundo o chefe do pronto socorro, Antônio César Marson, é que a capacidade de atendimento de novos pacientes diminuiu.
Como os casos de urgência e emergência são atendidos com prioridade, pacientes menos graves têm que esperar na fila até surgir uma oportunidade de consulta. Com dores nas costas, a aposentada Francisca Maria Batista, 74 anos, aguardava desde às 10 horas. Às 15 horas, quando concedeu entrevista à Folha, ainda não havia sido chamada. ''O difícil é esperar com dor'', reclamou.
Deitada em um dos bancos da sala de espera do HU desde as 9 horas da manhã, Rosângela Maria Pimenta, 31, também enfrentava dor decorrente de problemas no intestino. ''Vim transferida do Hospital da Zona Sul'', contou ela, que é aposentada por problemas de saúde.
Diabética, a dona de casa Leonor Lemes Souza, 58, aguardava desde as 9 horas da manhã por atendimento médico. ''Estou sem comer, já reclamei da demora, mas não resolveu. Outro dia esperei das 8 horas da manhã às 6 da tarde'', disse ela, que foi ao HU encaminhada por um posto de saúde.
O chefe do PSM orientou que, para evitar a espera, os pacientes cujos casos são menos complexos devem tentar solucionar seus problemas nas unidades básicas de saúde ou nos hospitais secundários, como é o caso do Zona Norte e do Zona Sul. Segundo ele, o Pronto Socorro Pediátrico quase nunca enfrenta superlotação porque os pais das crianças doentes costumam procurar atendimento no Pronto Atendimento Municipal antes de buscarem o hospital.

mockup