Rio - Márcio Averbeck, da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), informa que desde janeiro deste ano as pessoas que sofrem de incontinência urinária contam com dois novos procedimentos para o tratamento, incluídos no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para 2014. Um deles é o implante do esfíncter urinário artificial em homens que apresentam o problema após a remoção cirúrgica da próstata. "Estima-se que entre 5% e 10% dos homens que fazem a cirurgia radical da próstata vão apresentar incontinência urinária persistente, com necessidade de tratamento." O médico lembra que, no Brasil, o câncer mais frequente nos homens é o da próstata.
Outro tratamento que entrou no rol da ANS é o implante de um marca-passo da bexiga, chamado tecnicamente de neuromodulação sacral. Ele consiste na estimulação elétrica do nervo da pelve para melhorar o sintoma de urgência em pacientes que têm incontinência urinária de urgência. Dezoito por cento da população brasileira apresentam sintomas de bexiga hiperativa. O implante do marca-passo é importante para os pacientes que não respondem aos tratamentos mais conservadores, aponta o especialista.
O urologista da SBU disse ainda que menos de um terço dos brasileiros que sofrem de incontinência urinária procura ajuda médica e, dentre os que procuram auxílio clínico, 70% relatam que o tratamento feito não foi suficiente para resolver o problema. "Isso significa dizer que hoje as pessoas não conhecem e não desfrutam de todas as modalidades de tratamento que a gente tem para oferecer no armamentário para essas condições", ressalta.
Por meio da divulgação do problema, a SBU quer melhorar as condições de saúde da população brasileira. Averbeck informa que os sintomas de bexiga hiperativa são mais comuns e mais frequentes na população do Brasil do que a asma e o diabetes, que são doenças crônicas e bastante conhecidas. "A bexiga hiperativa é tão prevalente e tão frequente, ou até mais, que o diabetes", reforça.
A campanha "Segura aí", de esclarecimento da incontinência urinária, é realizada pela SBU em parceria com o Instituto Lado a Lado pela Vida. (A.G.)

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