Pacientes demoram a perceber e a aceitar
A fisioterapeuta e professora da Unopar, Adriana Paula Fontana Carvalho, conta que a convivência com deficientes na clínica da universidade a fez perceber que os pacientes demoram a perceber e a aceitar, principalmente os cadeirantes, que a sexualidade pode ser novamente uma coisa natural em suas vidas. ''Com isso, eles demoram um pouco para se sentirem aptos e com condição para a atividade sexual. As mulheres, além disso, têm a mesma sensação quanto à capacidade de serem mães'', salienta.
De acordo com a fisioterapeuta, uma lesão neurológica é irreversível, mas com um tratamento fisioterapêutico é possível manter a pessoa em uma melhor forma física, com uma maior flexibilidade e independência de movimentos e a independência de transporte, como por exemplo, se mover sozinho da cadeira para o leito e vice-versa. ''Com o tempo, essa independência também é transferida para a atividade sexual. O paciente que é mantido globalmente bem em relação ao seu corpo e aos movimentos consegue ter uma relação sexual mais próxima do satisfatório, pois isso depende muito da boa condição física'', revela. (M.O.)





