Pacientes de Jaguapitã ganham casa de apoio
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segunda-feira, 02 de junho de 2008
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Pacientes de Jaguapitã (Norte) que utilizam os serviços do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar) e de hospitais de Londrina ligados à 17 Regional de Saúde ganharam uma casa de apoio onde podem comer e descansar enquanto aguardam consultas e tratamentos.
A residência escolhida pela Prefeitura localiza-se próximo ao Cismepar, na Região Central. Tem três quartos, seis camas, quatro banheiros, fraldário, salas de estar e de televisão, copa e cozinha. Conforme o secretário de Saúde de Jaguapitã, Claudio Miguel Ferreira, a casa funcionará das 7 horas até o horário em que o último ônibus com pacientes retornar para o município. Gilda Pereira Mendes, funcionária da prefeitura, responde pela coordenação do local, que pode ser utilizado apenas durante a semana.
Além das acomodações, é servido lanche o dia todo. Os ingredientes são comprados em Jaguapitã e trazidos no ônibus do município. Ao todo, dois ônibus viajam diariamente em horários alternados, manhã e tarde, trazendo para Londrina cerca de 30 pacientes cada. Idosos e pessoas com necessidades especiais viajam de van ''para ter mais conforto'', afirmou o secretário.
A costureira Elizabete Chaves Klann e o filho aproveitaram para descansar no sofá da sala de tevê depois da consulta no Cismepar, na semana passada. Eles tomaram o lanche e aguardavam o ônibus que os levaria de volta para casa. ''A casa é boa principalmente para pessoas de idade e com crianças'', opinou.
A agente de saúde Creuza Aparecida Reis também conheceu a casa de apoio e definiu o espaço como ''maravilhoso''. ''É muito bom chegar em Londrina e ter uma casa com conforto para nos receber. Já teve dia em que saí de casa às cinco da manhã e só voltei às três da tarde. Comia lanche nas barracas e sentava na calçada para esperar o ônibus'', disse. A doméstica Maria de Fátima Serafini até cochilou numa das espreguiçadeiras da casa de apoio depois de fazer um ultrassom. ''A iniciativa é ótima.''
Para equipar a casa, a Prefeitura gastou entre R$ 3,5 mil e R$ 4 mil e o aluguel do imóvel custará cerca de R$ 800 mensais. A idéia de criar uma casa de apoio, conforme o secretário, faz parte de uma política da administração para humanizar os serviços prestados pela Saúde.
Ainda segundo ele, a Saúde é a área que mais recebe investimentos em Jaguapitã, que destinou, este ano, 28% da arrecadação para o setor, quase o dobro do índice preconizado pelo Ministério da Saúde, que é de 15%. Nos últimos três anos foram implantados quatro programas de saúde da família (PSF), além da reforma no Hospital Municipal, e a construção de um posto de saúde. A cidade conta ainda com uma unidade de pronto atendimento.


