Pacientes de cirurgias espirituais
festejam a cura sem explicação
Advogada de 26 anos
com sintomas de
esclerose diz que
médium a curou
Albari RosaO aposentado Hélio Santesso, de 61 anos, operado depois de dois infartos, quase foi outra vez para a sala de cirurgia: ‘‘Ia fazer outra angioplastia, mas Garrincha achou desnecessário’’. Depois de duas consultas, Santesso garante que a dor no peito sumiu. E, até hoje, não voltou a aparecer
Casos impossíveis de ser curados parecem ter solução nas mãos dos médiuns. Pelo menos é o que garantem as pessoas que já passaram por cirurgias espirituais.
Uma advogada de 26 anos, que não quis se identificar, estava com sintomas de esclerose múltipla e miastenia, há cerca de três anos, mas os exames não comprovavam o diagnóstico dos médicos. Ela chegou a melhorar depois de tomar cortisona, mas acabou tendo uma recaída.
Em 1996, resolveu procurar um médium. ‘‘Ele fez uma cruz na minha testa com bisturi e disse que eu deveria ficar de cama durante três dias, não comer alimentos com conservantes por 90 dias, e deixar de ver televisão e ter relações sexuais por 15 dias.’’ Também só pôde comer bolacha água e sal e tomar chá, nos três dias posteriores à cirurgia.
Marcia Dresch, de 42 anos, que hoje coordena o trabalho do médium Maurício Magalhães, tinha esclerose múltipla e fazia tratamento em hospitais a cada três meses. Já estava com paralisia do lado esquerdo do corpo, quando foi atendida por Magalhães. ‘‘O médico disse que eu não voltaria a ter mobilidade. Mas, hoje, ando normalmente e não tomo remédios’’, diz Marcia.
A filha Marrye, na época com um ano e meio, tinha amigdalite de repetição e estava com o aparelho respiratório comprometido. A solução era fazer uma cirurgia. ‘‘Pedi um tempo ao médico para decidir sobre a operação. Mas resolvi tratá-la também com Magalhães’’, diz Marcia. Segundo ela, em apenas uma consulta Marrye estava curada.
O aposentado Hélio Santesso, de 61 anos, quase foi para a sala de cirurgia do hospital por causa do coração, quando consultou o médium Garrincha. Santesso já havia tido dois infartos e sido operado, há três anos. ‘‘Depois de um ano, comecei a ter dores violentas. Consultei Garrincha e ele disse que eu estava com uma veia entupida’’, diz. ‘‘Ia fazer outra angioplastia, mas ele achou desnecessário.’’ Depois de duas consultas, a dor havia sumido. E, até hoje, não voltou a aparecer.
A esposa Nicéa, de 52 anos, acabou tratando a artrose e os problemas de ovário com o toque de Garrincha. O filho Alexandre, de 23 anos, também parou de ter convulsões, depois do atendimento com o médium. (A.C.)

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