Pacientes de câncer estão vivendo mais tempo
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sexta-feira, 05 de dezembro de 2014
Reportagem Local 
Pessoas que têm câncer de mama ou de próstata no Brasil estão vivendo mais tempo. A informação está em um estudo publicado pela revista de saúde inglesa, The Lancet. Este estudo aponta que no Brasil, entre 2000 e 2005, a chamada taxa de sobrevivência para câncer de mama aumentou de 78% para 87% e, no caso de câncer de próstata, o crescimento foi ainda maior, chegando a 96% de sobrevivência. Ou seja, as pessoas estão vivendo mais tempo, embora não fiquem curadas. No caso do câncer de mama, o tempo de vida aumentou porque houve redução no número de mortes que acontecem depois das cirurgias. Já os pacientes do câncer de próstata estão vivendo mais porque aumentou a quantidade de exames que fazem o diagnóstico da doença.
A assessora técnica da Secretaria de Atenção à Saúde, Maria Inêz Gadelha, acredita que a pesquisa mostra que as políticas públicas de saúde no Brasil estão no caminho certo. "Quando uma revista da credibilidade do Lancet, da abrangência que ela tem, e um estudo tão amplo comparativo entre países chega a dizer que o Brasil está pareado com países mais desenvolvidos, realmente dá ânimo ver que as nossas políticas públicas estão tendo um resultado favorável".
Maria Inêz aproveita para lembrar que os hábitos de vida saudáveis são a melhor forma de prevenção ao câncer de mama e de próstata. "Das primeiras iniciativas é o autocuidado, é a promoção da saúde. É comer adequadamente, é não fumar, não ser sedentário, fazer algum tipo de atividade física, porque esses tumores, principalmente, os de mama e os de próstata são muito ligados à obesidade, à produção interna de hormônios sexuais, os femininos, estrogênios, e o masculino, a testosterona".
A auxiliar administrativa Lucineide dos Santos, de 35 anos, descobriu em 2009 que tinha câncer de mama. Lucineide conta que foi importante identificar o tumor logo no começo da doença. "Eu fui fazer o autoexame, percebi um nódulo na mama, fiz a cirurgia na rede pública, tirei toda a mama e fui chamada para fazer a reconstrução. Eu fiquei em estado de choque quando descobri, mas, depois do impacto, fui a luta e fiz o tratamento que tinha que ser feito. É muito importante a prevenção. O quanto antes descobrir, melhor. Estou mais tranquila, graças a Deus".
Em três anos, o investimento do Ministério da Saúde no diagnóstico e tratamento do câncer cresceu cerca de 40%, o que representa mais de R$ 2 milhões em 2013. Atualmente o SUS oferece tratamento da doença em mais de 280 unidades hospitalares em todo o País.


