A situação no pronto-socorro (PS) do Hospital Universitário de Londrina ainda está tumultuada devido à superlotação. Ontem à tarde os 37 leitos do PS estavam ocupados e outros 31 pacientes estavam internados em macas colocadas no corredor. Depois de restringir o atendimento às urgências e emergências por quase dois dias, ontem todos os casos voltaram a ser atendidos, mas com um alerta para que a população evitasse procurar o PS do hospital.
A superlotação atingiu seu auge na sexta-feira, quando havia um excedente de 49 pacientes internados com alguns sendo atendidos em colchenetes colocados no chão. O diretor-clínico Sylvio Villari afirmou ontem que, para evitar riscos no atendimento, pacientes não emergenciais estavam sendo orientados a procurar os hospitais da Zona Norte e da Zona Sul e os postos de saúde.
Sylvio Villari disse que a situação é crônica e que nos últimos anos vem diminuindo a oferta de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS). O problema se agravou, segundo ele, com a saída do Hospital Evangélico dos plantões do SUS e agora com a reforma do pronto-socorro da Santa Casa.
‘‘Em dezembro já alertamos para o fato de que a situação se complicaria com a reforma da Santa Casa’’, afirmou. ‘‘Espero que as autoridades de saúde do município encontrem uma solução para o problema. Não podemos aceitar a insatisfação do usuário e o risco que este corre em situações de superlotação’’, complementou.
A reforma do HU que prevê uma ampliação de 160 leitos, dos atuais 290 passará para 450, é outro ponto que pode minimizar a situação, mas depende de verba. O projeto de 1996 previa um gasto de R$ 10 milhões para ampliação de leitos e readequação do hospital. Foi assinado um convênio com o Estado para liberação de R$ 1 milhão, que depende da licitação da obra. ‘‘Esta quantia é suficiente para o início das obras, depois terá que ser negociado um valor maior para dar continuidade’’, afirmou Sylvio Villari.

mockup