Rio - A família da artesã Edina Seuli Nogueira, que se internou para operar varizes mas teve parte do útero retirado, decidiu processar o Hospital Nossa Senhora da Piedade, em Rio Claro, interior do Rio. Caso a denúncia seja confirmada, o médico que a operou pode ter o registro cassado e a direção do hospital será responsabilizada, disse o coordenador do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), José Ângelo Trindade Filho. Moradora da cidade de Bananal (SP), Edina internou-se no hospital, no início do mês, para retirar varizes da perna direita. Depois da cirurgia, conforme relato da família, a paciente foi informada que teve o abdome cortado e parte do útero retirada.
Trindade Filho informou que a guia de internação da paciente já foi solicitada ao hospital, mas ainda não foi entregue. A família desconfia que possa ter ocorrido uma troca de prontuários médicos. Uma outra paciente deu entrada no hospital, no mesmo dia, para uma cirurgia no útero.

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