O processo para conseguir uma prótese através do Sistema Único de Saúde (SUS) demora aproximadamente um mês. Todos os pacientes precisam passar por médicos credenciados que vão indicar a necessidade ou não da prótese. Depois da indicação do médico o paciente ainda passa por uma série de testes e medições e só então o Cismepar faz o pedido. Muitas próteses precisam ser experimentadas e ajustadas várias vezes antes de ficarem prontas.
Feitas sob encomenda, a maioria das próteses custa caro. Uma perna mecânica com articulação no joelho custa de R$ 2 mil a 3 mil para o Cismmepar. O Ministério da Saúde fornece as especificações e utiliza apenas produtos e peças nacionais. ''As próteses fornecidas pelo SUS são muito boas, apesar de um pouco pesadas'' admite Vânia Brum.
O mercado tem opções mais modernas que as do SUS, com material importado que torna as próteses mais leves. E também muito mais caras. A prótese da perna com articulação que o Cismepar compra por R$ 2.700,00 chega a custar até R$ 15 mil se o material empregado for importado e se a compra for feita de forma particular.
O aposentado Anízio Pereira, 55 anos, recorreu ao Cismepar depois que viu o preço de uma prótese para o pé, amputado no ano passado por causa da diabetes. ''Tinha um que custava R$ 1.200,00 e outro, melhor, que ficava em R$ 3.800,00. Eu ganho R$ 200,00 por mês, preciso dizer mais alguma coisa?'' concluiu.
Anízio diz que esperou mais de um ano pela prótese. Durante este tempo ele caminhou com a ajuda de um guarda-chuva que fazia as vezes de muleta. O andar manco sobrecarregou a outra perna e desenvolveu uma artrose no quadril e no joelho. De acordo com o médico ortopedista e fisiatra Fulgêncio Nogueira, o pé ''novo'' de Anízio deve resolver o problema. ''Estou contente. Agora posso encostar o guarda-chuva'' garante o paciente. Ele ainda vai passar por um período de 60 dias de adaptação antes de conseguir caminhar normalmente.

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