Paciente novo fica sem vaga
O ambulatório de doenças infecciosas do Hospital das Clínicas (HC) de Londrina não atende novos casos de hepatite desde o mês passado. A suspensão das novas consultas deve-se ao excesso de casos, que vinha prejudicando o atendimento dos pacientes antigos, a formação dos alunos e o aperfeiçoamento dos residentes de medicina da Universidade Estadual de Londrina (UEL), segundo o diretor clínico do Hospital Universitário (HU), Sílvio Villari Filho.
‘‘Temos apenas um docente e um residente para atender 100 pacientes por mês no setor. Por quinta-feira, quando acontece as consultas, são atendidas cerca de 25 pessoas’’, informou Villari. O atendimento a pacientes com hepatite acontece todas as quintas-feiras, das 8 horas às 12 horas no HC. Segundo determinação do Ministério da Saúde, o ideal é que no máximo 16 pessoas sejam atendidas a cada quatro horas.
O diretor clínico do HU não soube dizer qual a saída para os novos doentes. ‘‘Não sei para onde eles estão indo’’, afirmou. A diretora da 17ª Regional de Saúde de Londrina, Rosilene Aparecida Machado, disse que só ficou sabendo do fechamento do HC para novos casos há duas semanas, quando tentou encaminhar uma paciente para o hospital. ‘‘Não consegui. Tive que pedir para o Cismepar atender a doente’’, contou. Ela também afirmou desconhecer o rumo dos pacientes que estão sem assistência.
O ambulatório de Aids e Doenças Sexualmente Transmissíveis do Centro de Saúde de Londrina não atende pacientes com hepatite, embora a doença pelo vírus B seja uma Doença Sexualmente Transmissível (DST). ‘‘Não estamos atendendo porque há mais de um ano só dispomos de um infectologista, que está focado nos pacientes soropositivos’’, disse a enfermeira sanitarista do ambulatório de Aids, Geane Specian.

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