Curitiba Um paciente com derrame cerebral morreu, em Ponta Grossa, no último domingo, antes de conseguir vaga em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele teria aguardado, por cerca de 20 horas, na lista de espera da Central de Leitos mantida pela Secretaria de Estado da Saúde. O paciente estava internado em uma UTI da Santa Casa de Irati, mas precisou ser transferido por causa da complexidade de seu estado clínico.
A chefe da 3 Regional de Saúde, Lenir Monastirsky, disse que não foi possível arrumar a vaga em uma unidade que tivesse os recursos necessários, antes que o paciente viesse a óbito. Segundo ela, seu quadro era bastante grave, de coma profundo, infecção intestinal e disfunção renal.
Lenir lembrou que a Central de Leitos do município cuida do encaminhamento de internações de toda a macrorregião, mas que 95% da demanda são de pacientes dos 12 municípios que fazem parte da regional de Ponta Grossa. Disse, também, que a região teve problemas sérios de falta de vagas para atendimentos de alta complexidade, mas que de 2003 para cá, o Estado conseguiu ampliar em 24 o número de leitos de UTI.
Um decreto do governador Roberto Requião (PMDB), acrescentou Lenir, também permite a contratação de leitos particulares em casos emergenciais e na falta de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS). No caso do paciente que morreu no final de semana, ela disse que não havia vaga, mesmo em UTI particular, para a complexidade necessária.
Ainda de acordo com Lenir, o governo do Estado está buscando o credenciamento de mais 10 leitos de UTI no Hospital Ana Fiorilo Menarin, de Castro, para ampliar a oferta e reduzir a demanda nos hospitais de Ponta Grossa.
Um dos hospitais de Ponta Grossa, o Bom Jesus, que dispõe de leitos credenciados para o SUS, teve que interditar parte de sua UTI por conta da contaminação com uma bactéria multi-resistente chamada acinecto bacter.
Lenir afirmou que a Secretaria de Saúde apóia a decisão do hospital que, segundo ela, tem uma das mais atuantes comissões de infecção hospitalar.

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