Esperando pelo ônibus de volta para casa no saguão do hospital, Araci Lopes de Goes, 71 anos, conta ter vindo a Campina Grande do Sul atrás de uma cura para um problema alérgico na cabeça. A viagem, de Bituruna até o hospital Angelina Caron, levou cerca de cinco horas. Ela estava acompanhada apenas por um vizinho, que também veio consultar o mesmo especialista.
‘‘Procurei um médico de lá, mas ele não soube me dizer o que era’’, lamenta Araci.‘‘Se não fosse pelo ônibus do convênio, eu jamais teria chegado até aqui, porque nem mesmo sabia onde ficava Campina Grande do Sul’’.
Terceira vez - Já na saída do hospital, o casal Sebastião de Jesus Neto e Lourdes do Rosário Miranda, compartilhava da mesma opinião. Vindos no mesmo ônibus, enviados pela Secretaria de Saúde de Paulo Frontin, jamais teriam conseguido a cirurgia no braço de Lourdes se não fosse pelo convênio com a Amsulpar.
‘‘Já tinha operado o braço lá mesmo, na minha cidade, mas não ficou direito’’, conta Lourdes. ‘‘É a terceira vez que venho aqui. Tenho que passar por várias cirurgias’’.
Carregado de sacolas e pacotes, com o lanche para enfrentar o dia em Campina Grande do Sul, o marido, servente da prefeitura de Paulo Frontin, conta que teve que pagar R$ 3 mil pela primeira cirurgia da mulher. ‘‘Mas com o convênio’’, completa ele, ‘‘agora é tudo de graça’’.
E uma outra vantagem, segundo ele é a do conforto. No ônibus contratado pelas cidades participantes do convênio com o hospital ‘‘tem até banheiro’’.‘‘Não dá para pensar em reclamar’’, diz Sebastião.

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