Paciência e força de vontade
Ter o domínio correto da agulha e saber exatamente qual traçado dar ao trabalho nem sempre é fácil. Aprender tudo isso e transformar o conhecimento em profissão foi o desafio das bordadeiras de Jundiaí do Sul, quando começaram a participar do projeto idealizado pela Prefeitura há 27 anos.
Neiza Terêza de Andrade revela que o tempo que se leva entre aprender a técnica e os primeiros trabalhos é de pelo menos quatro meses e que a pessoa interessada precisa ter força de vontade e gostar muito. ''O bordado não é um processo rápido; até chegar no ponto exato leva muito tempo'', afirma. ''Você até aprende a manusear o equipamento, mas os detalhes para um trabalho bem feito levam mais tempo.''
Neiza destaca ainda que é preciso ter muita paciência. ''Não é algo que vai se produzir em grande escala, você vai perder muito tempo entre uma peça e outra'', observa.
Na tentativa de explorar melhor as qualidades artísticas de cada borbadeira, o trabalho é dividido entre as integrantes da Associação das Bordadeiras de Jundiaí do Sul. ''Uma pinta a outra borda e, de acordo com a encomenda e a disponibilidade, a gente indica ao cliente'', diz Lucimara Dias da Silva que trabalha no atendimento da lojinha da entidade.
Lucimara conta que, assim como ela, muitas outras pessoas admiram o trabalho feito pelas bordadeiras. Questionada se também borda, ela revela que já tentou aprender, mas acabou desistindo. (V.F.)





