Londrina - Num centro de educação infantil na Zona Leste de Londrina, os alunos de até 5 anos não ganharam apenas ovos de chocolate durante a festinha de Páscoa realizada na manhã de ontem: eles receberam a visita de pacientes do setor de oncologia pediátrica do Hospital Universitário (HU), localizado em frente à instituição de ensino. Não faltaram doces, brincadeiras e sorrisos para a criançada.
Pouco mais de 50 crianças, entre alunos e pacientes, participaram de diversas brincadeiras. Emily Kauani dos Santos, 7 anos, era só carinho com o coelhinho vivo levado pelas professoras para entreter a molecada. Não faltaram beijinhos no bichinho que trouxe alegria para a menina que há um ano e meio veio de Apucarana (Centro-Norte) fazer tratamento oncológico no HU.
Vindo de Jandaia do Sul (18 km a oeste de Apucarana), para uma consulta no HU, onde combate um câncer há um ano e meio, Gustavo Henrique da Silva Souza, 6, nunca tinha brincado com um coelho vivo antes. ''Gostei mais de ouvir histórias'', confessou. Já os alunos Ana Beatriz Gomes, 4, e Nicolas Lopes Ferracioli, 5, adoraram os doces distribuídos na festa e gostaram de fazer novos amigos. ''Eles são legais'', descreveu Nicolas.
Integrar as crianças com câncer e os alunos da educação infantil foi uma idéia da diretora do centro educacional, Paula Cristina Bueno Salvador. ''Além de trabalhar o espírito de solidariedade e mostrar que a Páscoa não é só uma época de chocolate, mas também de ressurreição e amor, as crianças acabaram descobrindo que não há tanta diferença assim entre elas'', disse Paula.
Depois das brincadeiras, a criançada se deliciou com um lanche preparado pelos pais dos alunos e, no final, teve chocolate para todo mundo. ''Pedimos para que eles não comprassem e sim preparassem o alimento com os filhos como uma forma de doação ao próximo'', completou a diretora.
Conforme a assistente social do HU Clarice da Luz Kernkamp, a mudança na rotina dos pacientes contribui para a melhora na qualidade de vida e dá mais humanismo ao tratamento oncológico. ''Foi um dia diferente, eles saíram totalmente do ambiente hospitalar e se integraram sem problemas com as demais crianças. Foi algo importante para um grupo que passará pela quimioterapia a semana toda'', concluiu Clarice.

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