O porteiro desempregado Edson Dalécio Amatuzi, 38 anos, foi ontem até à 10ª Subdivisão Policial de Londrina, reclamar contra a empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL). Ele foi atingido dentro do coletivo 904, que faz a linha São Lourenço e Sabará, no último sábado à noite, por um ovo atirado por um grupo de pessoas que estavam na rua. O ovo atingiu o olho. Amatuzi afirmou que o fiscal da empresa somente o acompanhou até a porta do hospital, mas não prestou nenhuma assistência. O porteiro terá que ficar seis meses em observação e pode ter deslocado a retina.
Segundo Amatuzi, o motorista do ônibus não queria levá-lo para receber o socorro médico, alegando que não poderia se atrasar. Acompanhado por um fiscal da TCGL, ele foi até ao Hospital da Zona Sul, onde recebeu o atendimento. Amatuzi disse que não tem condições financeiras de comprar os remédios receitados pelo médico. Além disso, ele afirmou que também não tem dinheiro para despesas extras, como compra de óculos ou outro tipo de tratamento.
Conforme informações da assessoria de imprensa, a empresa não foi procurada por Amatuzi após o acidente. Segundo a assessoria, o porteiro deve se dirigir até ao escritório da TCGL para relatar o acidente. O caso será avaliado pela direção e se for comprovada a culpabilidade da empresa, Amatuzi terá as despesas de saúde cobertas, afirmou a assessoria.

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