Londrina – A Polícia Civil já identificou os dois rapazes que estariam com a adolescente de 17 anos que morreu em decorrência de uma possível overdose na madrugada de sábado no Residencial Vista Bela, na zona norte de Londrina. Eles serão intimados a prestar depoimento nos próximos dias.
O inquérito policial foi aberto na Delegacia de Homicídios, que espera confrontar a versão dos homens com a das outras duas meninas que estavam com a adolescente na noite da ocorrência. "As declarações das vítimas estão um pouco confusas e por isso é fundamental ouvir o outro lado. Por enquanto ainda é precipitado pedir a prisão dos dois", afirmou o superintendente da Delegacia, Cláudio Santana. As meninas serão ouvidas novamente no curso da investigação.
Segundo as informações iniciais repassadas à polícia, a adolescente, a irmã dela, de 19 anos, e mais uma amiga de 14, todas moradoras de Jataizinho (Região Metropolitana de Londrina), pegaram carona com dois jovens desconhecidos em uma boate às margens da BR-369, na saída para Ibiporã.
Elas teriam sido levadas até um imóvel no Vista Bela, onde os dois amigos tentaram seduzi-las sem sucesso na tentativa de manter relações sexuais. A mais velha relatou ao delegado William Douglas Soares, em depoimento no dia do crime, que elas foram obrigadas a consumir cocaína e ingerir bebida alcoólica.
A combinação fez com que a adolescente começasse a passar mal. Foi então que os rapazes colocaram as meninas no carro e as abandonaram em meio a uma plantação. De acordo ainda com Soares, a irmã da vítima detalhou que a todo o momento elas foram ameaçadas de morte e que os suspeitos exigiam que elas não revelassem o que tinha acontecido. A dupla ainda teria agredido a jovem de 17 anos com chutes na barriga.
As garotas conseguiram ajuda de um homem que passava pelo local. O Siate foi acionado, mas quando a ambulância chegou não foi possível reverter o quadro clínico e a adolescente morreu.
A polícia já localizou o imóvel para onde as meninas foram levadas e encontrou no local uma faca, que pode ter sido usada para ameaçar as vítimas.
De acordo com a Polícia Militar de Jataizinho, as meninas vinham com frequência para festas e boates em Londrina e a família das duas irmãs já estava acostumada com a demora delas em voltar para casa. Por isso, a mãe não estranhou o fato das filhas e da amiga demorarem a chegar e só ficou sabendo do crime quando foi contatada pelo Instituto Médico Legal (IML).
"Ao longo da semana devemos receber pelo menos o laudo preliminar sobre as causas da morte e com isso vai ser possível delinear melhor a investigação", frisou o superintendente da Delegacia de Homicídios.

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