Arquivo/FLOrelhãoAntônio Carlos Rosa tenta ser considerado o maior ouvinte de rádio do mundo: peregrinação por emissorasEntrar para o Guiness Book, o livro dos Records, como o maior ouvinte de rádio do mundo pode parecer loucura para muitos, menos para o instalador de linhas e cabos telefônicos Antônio Carlos Rosa, 35 anos, morador em Santos (SP). Com uma pasta contendo centenas de cartas de emissoras - comerciais, comunitárias e ‘piratas’ - que visitou nos últimos cinco anos, Antônio Carlos faz uma peregrinação por todo o País.
Na semana passada, ele passou pelo norte do Paraná. Antônio Carlos é natural de Arapongas e aproveitou para visitar ‘‘novas’’ rádios. ‘‘Sou o maior ouvinte de rádio do Brasil. O gosto pelo rádio começou quando garoto e hoje eu tenho como hobby ficar ouvindo as emissoras e anotando suas frequências, não importa a sua localidade’’, conta.
Para fazer o registro do recorde no escritório do Guiness, em São Paulo, Antônio Carlos diz que faltam 540 cartas de emissoras brasileiras e estrangeiras. ‘‘A minha meta é bater o recorde em 98’’, informa. Para isso, está procurando um patrocinador. Não para ouvir rádio, mas para visitar as emissoras de todo o País.
Sempre que pode, ele foge de Santos para conhecer uma emissora nova, com recursos próprios. Já viajou pelas regiões Sudeste, Nordeste, Sul e Centro-oeste do País e visitou mais de 400 emissoras, tanto de AM (amplitude modulada) como de FM (frequência modulada) ou OC (ondas curtas).
‘‘Se tenho um dinheiro sobrando, gasto nas minhas viagens. Tem gente que gosta de gastar dinheiro com cigarro. O meu vício é visitar as rádios’’, afirma. Pelas ondas curtas, ele capta emissoras do Uruguai, Paraguai, Argentina, Peru, Colômbia e até dos Estados Unidos. Não importa que não entenda o que os locutores falam.
Comunitárias Nas suas peregrinações, ele procura ganhar algum brinde oferecido aos ouvintes. Muitas camisetas de emissoras integram sua coleção particular. Ele possui mais de 500 e que não se desfaz delas por nada. ‘‘Para comprá-las, o interessado terá que pagar muito caro’’, esnoba.
Há pouco mais de um ano, ele também tem se dedicado a registrar as rádios comunitárias e piratas, principalmente da região de São Paulo. Antônio Carlos já cadastrou mais de 100 emissoras e conseguiu cartas da maioria, em papel timbrado. Pela legislação federal de telecomunicações, essas emissoras são consideradas ilegais.
Para localizá-las, Antônio Carlos diz que basta olhar para as antenas sobre as casas. ‘‘As antenas destas rádios são iguais as dos rádios PX (amadores). De cada 10 antenas, oito são rádios comunitárias ou piratas’’, ensina. Ele só tem restrições à interferência das emissoras piratas nas frequências de rádios comerciais.

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