A Ouvidoria Geral do Estado instaurou processo para averiguar a participação de um informante (alcaguete) em uma operação do 3º Distrito Policial, que resultou na prisão em flagrante, terça-feira, da vendedora Neidir Dias dos Santos.
Ela estava com 610 CDs piratas, capas de discos, impressos para confecção de falsificações e uma espingarda calibre 28 em sua casa, em Fazenda Rio Grande, naRegião Metropolitana de Curitiba. A participação de alcaguetes em operações policiais não é permitida.
O envolvimento da Ouvidoria Geral do Estado aconteceu depois que Célio Borba, um morador das proximidades, queixou-se junto ao serviço telefônico Alô Cidadão. Ele reclamou de ter sido destratado verbalmente por um dos três policiais que participavam da operação, ao pedir informações sobre o que estava acontecendo.
Borba disse que estranhou quando apenas os investigadores Osmair e Silas se identificaram, enquanto outro homem que usava bermudas não se manifestou e continuou recolhendo o material apreendido para dentro do veículo da polícia. ‘‘Estamos enviando o processo para a Secretaria de Segurança Pública para saber quem era este terceiro homem, pois a participação da população no trabalho da polícia não é permitida’’, disse a coordenadora do Alô Cidadão, Carmem Pareja.
O delegado Alcimar de Almeida Garret, do 3º Distrito, informou que não permite a participação de terceiros em ações da delegacia. Garret disse que uma hipótese é uma pessoa da região ter decidido ajudar os policiais apenas a carregar as caixas de CDs piratas. ‘‘Não utilizamos pessoas estranhas na atividade policial. Um morador da região pode ter se oferecido para ajudar a carregar os volumes, assim como ajudaria a localizar um endereço’’, justificou.
Neidir Dias dos Santos não possui antecedentes criminais e confessou estar vendendo CDs piratas para garantir o sustento da família. Ela está detida no 9º Distrito e vai responder inquérito por vender produtos falsificados. O crime prevê pena de reclusão de dois a quatro anos. Ela também é acusada por estar de posse de arma de fogo sem registro, cuja pena é de dois anos de reclusão.

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