A julgar pelos números disponibilizados pela Ouvidoria da UEL, a irritação provocada por alunos ou professores faltosos não é suficiente para motivar nenhum dos lados a brigarem pelos seus direitos. Neste ano, chegaram ao órgão apenas três reclamações formais de alunos contra ausências de docentes.
A professora e ouvidora da UEL, Cristiane Vercesi, esclarece que esse número, em parte, reflete a boa vontade dos coordenadores dos cursos e das chefias dos departamentos em resolverem rapidamente as reclamações. Outro fator que segundo ela interferiu foi a abertura de mais concursos públicos para reposição de vacâncias em diversos cursos. Quando o problema é relatado oficialmente, o servidor envolvido pode ser alvo de sindicância interna e, dependendo da gravidade do caso, pode até ser expulso da instituição.
Outro órgão que fiscaliza a frequência dos docentes é a Pró-reitoria de Recursos Humanos (ProRH), onde o pró-reitor, professor Fábio Cezar Martins, garantiu que as ausências são fiscalizadas e quem não consegue se justificar leva falta. Mas ele ressaltou que os docentes também têm carga extra de trabalho fora de seus horários - como preparação e correção de trabalhos e provas -, que precisam ser consideradas.
Martins afirmou que atualmente a UEL não sofre com a falta de professores. ''O que ainda acontece são espaços que ficam entre a saída de um e a entrada do substituto'', apontou, lembrando que isso acontece por questões burocráticas. Segundo o pró-reitor, outro fator que deve ajudar é uma alteração que houve na contratação de professores temporários, hoje mais de 20% do quadro de docentes da UEL. Uma lei complementar acabou com o período de afastamento que um professor temporário tinha que cumprir antes de voltar a trabalhar na instituição.

SERVIÇO - A Ouvidoria da UEL pode ser procurada pelo telefone 3371-5850. A UEL também disponibiliza um canal de reclamação em seu site (www.uel.br), onde o reclamante pode preencher um formulário eletrônico. (L.A.)

mockup