Curitiba
Ser honesto, cordial, eficiente e justo virou regra para os 31 funcionários da Ouvidoria Geral do Estado. Eles agora têm seu próprio código de conduta. A iniciativa partiu do ouvidor João Elias de Oliveira (foto), inspirado por um documento semelhante da província chinesa de Hong Kong. ‘‘O manual apenas reforça a manutenção de um comportamento que já existe’’, diz ele.
A afirmação do ouvidor vale como uma defesa de seus funcionários. Ele admite que a criação de um código de conduta poderia sugerir que o atual comportamento não é o ideal. ‘‘À primeira vista, poderia parecer, mas não tive essa intenção’’, esclarece o ouvidor.
‘‘No nosso caso, a idéia é incentivar a auto-estima dos servidores’’, diz o ouvidor. Segundo ele, foram enviadas cópias do documento para os titulares das 23 secretarias de Estado. O manual trata, inclusive, da aparência dos funcionários.
De acordo com Elias, o servidor tem a obrigação de estar ‘‘bem vestido’’, que ele considera um conceito relativo. ‘‘O pessoal pode até vir trabalhar de calça jeans e sapatos, desde que ela esteja limpa e eles, engraxados’’, exemplifica. O ouvidor reconhece que talvez o funcionalismo não ganhe um salário capaz de garantir o padrão de vestuário. ‘‘Mas dá para ficar apresentável’’, pondera.
Ampliação - O manual reúne dez itens, entre princípios básicos e outras instruções - facilitar as informações é uma delas. O documento deve ser ampliado e incluir punições aos servidores. ‘‘Daqui a duas semanas vou apresentar meu anteprojeto do ‘Código de Defesa do Cidadão Usuário do Srviço Público’, que vai preencher algumas lacunas em relação ao do consumidor’’, anuncia.

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