O ouvidor-geral do Estado no sistema de saúde, médico Matheus Chomatas, informou ontem, em Curitiba, que o menino Luiz Henrique Thibes apresenta quadro de psicose, e não de Síndrome de Heller, como afirma a mãe. ‘‘Não é o caso da criança, foi uma suspeita diagnóstica’’, afirmou. Ele disse que o menino foi atendido pela primeira vez há cerca de um mês, em Curitiba, e foi acompanhado pelo Ministério Público e por um psiquiatra infantil da Secretaria de Estado da Saúde.
Após o diagnóstico que apontava para autismo ou psicose, a conclusão foi de que Luiz Henrique apresentava quadro de psicose. ‘‘Ele passou inclusive a ser medicado no Hospital Pequeno Príncipe e depois recebeu alta’’, informou o ouvidor.
Quanto à queixa da mãe sobre o fato do menino estar agora internado no Hospital Psiquiátrico Adalto Botelho, o médico disse que a Secretaria da Saúde atendeu a uma determinação (alvará judicial) encaminhada pelo Ministério Público e pela Justiça londrinense, indicando o estabelecimento.
Ele garantiu também que o Adalto Botelho não é um estabelecimento só para adultos. ‘‘O Hospital Psiquiátrico Adalto Botelho manteve unidade para crianças até há 2 anos. Embora o setor tenha sido desativado, o estabelecimento ainda dispõe de profissionais especializados no atendimento infantil. Além disso, é um hospital que atende pacientes acima de 12 anos de idade. O Luiz Henrique tem de 9 a 10 anos, não há tanta diferença de idade.’’
Sobre a sugestão da mãe de internamento do menino no Lar do Aconchego, o ouvidor Matheus Chomatas contestou: ‘‘O Lar do Aconchego é uma escola especial. No momento, a indicação para Luiz Henrique não é ainda de uma escola especial. Depois do tratamento, sim, poderia ser o caso.’’
O ouvidor reclamou também o fato de Nair de Oliveira Thibes não ter procurado os órgãos públicos antes de entrar em contato com os veículos de comunicação. ‘‘A dona Nair tem o número do meu telefone celular, que não é divulgado. O caso do filho dela é tão excepcional que eu, como ouvidor, estou acompanhando de perto. Hoje (ontem) mesmo estivemos conversando sobre o problema de Luiz Henrique com dois promotores de Curitiba. Não sei se ela está desorientada ou desesperada, mas estamos acompanhando o caso’’.

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