Ouvida a primeira testemunha
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 19 de março de 1997
Da Redação 
O caso da morte do pastor José Idalécio Bueno está sendo investigado em dois inquéritos, um militar e outro civil. O delegado Edmo Ermenegildo, que preside o inquérito civil, ouviu, ontem de manhã, a primeira testemunha. O balconista Walmir Almendros de Oliveira, amigo da vítima, contou que esteve com o pastor em um churrasco realizado no dia do crime, no Grêmio Literário e Recreativo Londrinense.
Em seu depoimento, o balconista afirma que José Bueno não era dado a tomar cerveja, mas revela que ele bebeu um pouco. Exame realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba apontou que havia 2.28 miligramas de álcool no sangue do pastor. Ele conta ainda que ficou sabendo da morte somente no dia seguinte, de manhã. Três casais participaram do churrasco.
Edmo Ermenegildo informa que deverá ouvir ainda mais nove testemunhas. Amanhã, em Ibiporã, ele pretende tomar o depoimento de algumas pessoas que residem naquela cidade. Em seguida, ele deverá ouvir os policiais militares envolvidos. O delegado espera ainda os laudos do Instituto Médico Legal do exame cadavérico da vítima e de lesões corporais do sargento Levi Teófilo, o principal acusado pela agressão ao pastor.
O Inquérito Policial Militar (IPM) está sendo conduzido por um oficial do 5º Batalhão da PM. O promotor da 1ª Vara Criminal, Janderson Camões de Carvalho Yassaka acompanha o caso, designado pelo procurador-geral do Estado, Olympio Sotto Maior.
(Lucília Okamura)


