''Agradeço a Deus todo o momento por ter sido prevenida.'' Essa é a afirmação que a corretora de imóveis Elisabeth Oliveira deu à FOLHA durante lançamento do projeto ''Outubro Rosa'', ontem, em Londrina. Ela descobriu o câncer de mama em 2009, ao realizar uma mamografia, após perceber alterações.
A corretora diz ter ficado muito assustada depois de receber a notícia. ''Eu e minha mãe sempre fomos voluntárias em campanhas de prevenção, mas nunca imaginei que precisaria utilizar os serviços do Instituto de Câncer.''
De acordo com ela, após cirugia de remoção de parte da mama e de oito sessões de quimioterapia, sua situação está estável. ''Não é fácil lidar com essa doença, é preciso ter fé. Prevenção é essencial para o sucesso do tratamento'', diz.
E é justamente com objetivo de incentivar o diagnóstico precoce que atua o movimento ''Outubro Rosa''. O projeto, que é realizado há dez anos em todo o mundo, visa incentivar a cultura de exames periódicos para reduzir a mortalidade da doença.
Durante o próximo mês, serão realizadas oficinas, palestras, caminhadas, distribuição de lacinhos rosas (símbolo do movimento) e instalação de barracas em alguns pontos da cidade dando orientações sobre o autoexame. Além disso, alguns marcos de Londrina, como a Concha Acústica e o Museu Histórico, receberão iluminação especial.
De acordo com Sônia Medeiros, uma das coordenadores do projeto, o objetivo é lutar contra o número alarmante de mortes causadas pelo câncer de mama. A doença é a segunda mais frequente em todo o mundo, e a primeira entre as mulheres.
O Instituto Nacional do Câncer prevê o aparecimento de quase 50 mil novos casos neste ano. Isso significa que a cada 100 mil mulheres, quase 50 serão diagnosticadas com a doença. No Paraná, o índice é ainda maior: 64 casos para cada 100 mil mulheres. A chance de cura chega a 95%, quando diagnosticado precocemente.
Serviço:
Outras informações no fone (43) 3377-1000.

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