Outros meios também maltratam
Londrina - O trabalhador que elege outros meios de transporte, como automóvel, motocicleta ou bicicleta, não está livre do sofrimento no caminho para o serviço. Segundo o médico do trabalho Ricardo Sahão, o estresse do trânsito pode causar sérios problemas para quem está atrás do volante. No caso dos motociclistas, há o agravante óbvio da gravidade das lesões que eles sofrem no caso de acidentes.
Em Londrina, as adequações da malha viária da cidade não acompanharam o crescimento acelerado da frota. De acordo o Detran, há 254.418 veículos automotores circulando pela cidade, dos quais 152.407 são carros e 44.916 são motos. ''Hoje, a maioria das pessoas, pobres ou ricos, vão para o trabalho utilizando veículos motorizados. Isso causa um outro problema: o trabalhador está engordando. A obesidade também é um problema de saúde'', destava Sahão.
Então a solução seria a bicicleta? Errado. Para o médico, as cidades brasileiras ainda estão distantes de oferecerem boas condições para os ciclistas.
Ainda assim há quem prefira a ''magrela'', como o ajudante de motorista Agnaldo Mazzola, 32. Morador de Cambé (13 km a oeste de Londrina), ele gasta 12 minutos para vencer os cinco quilômetros que o separam do serviço, andando boa parte do trecho pelo acostamento da perigosa BR-369. ''De ônibus eu gastaria 40 minutos'', comenta. (W.S.)





