Outras tecnologias ajudam no trânsito
Curitiba - Embora os radares fixos estejam apresentando bons resultados na BR-376 e na BR-277, o equipamento não é indicado para todo tipo de estrada ou avenidas. José Mario de Andrade, diretor de negócios internacionais da Perkons S/A, empresa que trabalha com tecnologia de gestão em trânsito, fabricando radares, lombadas eletrônicas e outros sistemas, explica que a colocação de um dispositivo de trânsito precisa de estudo, planejamento e desenvolvimento de projetos pois há vários modelos, adequados a situações diferentes.
''Eles (radares e lombadas eletrônicas) forçam os condutores a restringirem o veículo dentro das normas mostradas nas placas de sinalização, ou seja, dirigindo a uma velocidade que permita controlar o carro diante de um imprevisto'', comenta.
Hoje, esses equipamentos vêm se modernizando e ampliando o leque de funções, explica Andrade. Um exemplo são as câmeras inteligentes que atuam diretamente no controle do tráfego, modifidando o tempo de semáforos e ajudando na fluidez do trânsito.
A BR-277, entre Curitiba e o Porto de Paranaguá, ainda não tem radares fixos. Porém, 85% desse trecho da rodovia, administrado pela Ecovia, é coberto por câmeras. Quase um ''big brother estradeiro'', que envia para um centro operacional, durante 24 horas por dia, imagens da estrada. Evandro Couto Vianna, diretor-superintendente da empresa, diz que os 15% da BR-277 que ficam fora das câmeras é a Serra do Mar, onde a transmissão de sinais se complica.
A solução de câmeras para socorro rápido de acidentes e fluidez do trânsito é bem interessante nesse trecho da BR-277, por onde passam anualmente 5,5 milhões de veículos, sendo que 35% corresponde ao transporte de carga.
Na BR-376, um novo dispositivo começa a ser usado agora para sensibilizar o motorista a diminuir a velocidade em trechos com obras, evitando assim acidentes que muitas vezes causam a morte de operários que trabalham na estrada. São displays que, colocados na margem da estrada, mostram em tamanho grande a velocidade do carro, despertando a atenção do motorista para que ele próprio possa se corrigir. (A.D.C.)





