As cidades do Estado com população entre 200 e 300 mil habitantes enfrentam problemas com a ocupação do espaço urbano por camelôs e com a regularização da atividade. Em Foz de Iguaçu (cerca de 220 mil habitantes), os camelôs disputam espaço na frente de hotéis, restaurantes e bancos. No ano passado, diante da proliferação de ambulantes nas calçadas, a prefeitura determinou a transferência dos vendedores para uma área próxima ao Terminal de Transportes Urbano.
A área tem hoje cerca de 100 vendedores, mas aproximadamente 300 deles ainda estão espalhados pela cidade. Em algumas bancas, jovens de 15 a 18 anos falam espanhol fluentemente para atrair turistas argentinos, principais fregueses dos camelôs.
Já em Cascavel, a situação do comércio informal complicou no ano passado, quando os comerciantes fizeram um protesto contra as bancas que se aglomeravam na Praça Wilson Jofre, centro da cidade. A prefeitura, então, agiu com mais rigor, proibindo a atividade no local.
Para driblar o desemprego, muitos vendedores se instalaram no camelódromo da cidade, na avenida Carlos Gomes. No local, existem cerca de 40 vendedores. No entanto, a prefeitura estima que existam mais 200 camelôs espalhados em pontos movimentados da cidade.
Em Londrina, o camelódromo da avenida Leste-Oeste, em frente ao Museu Histórico Carlos Weiss, está completando um ano de existência. A polêmica do passado amainou mas a calmaria é recente. A criação do espaço foi precedida de muita polêmica.
Atualmente, ocupam o camelódromo 94 vendedores, embora somente 23 estejam regularizados. A Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) coleciona 400 pedidos de regularização de carrinhos de todos os tipos. Além disso, a criação do camelódromo não eliminou o problema da ocupação das calçadas no centro da cidade. As ruas mais congestionadas pela atividade são as que ligam o Terminal de Transporte Urbano ao calçadão da avenida Paraná.

mockup