Folhas caindo das árvores, diminuição das chuvas, manhãs de brisa fria seguidas de dias quentes e noites amenas: com a chegada do outono têm início as reações alérgicas que comprometem a respiração, principalmente das crianças. Casos de rinite e asma lotam as salas de inalação dos postos de saúde.
Em Londrina, a menos de dez dias do começo da nova estação, a procura por inalação e medicamentos anti-alérgicos no Pronto Atendimento Infantil (PAI) aumentou cerca de 10%, segundo a coordenadora de enfermagem, Adriana Ladeia de Carvalho Parreira. Só em fevereiro deste ano foram registrados 2.610 pedidos de inalação para crianças e adultos no PAI.
Nariz entupido, secreção nasal tipo água de torneira, espirros e coceira no nariz são os principais sintomas da rinite alérgica, que se manifestam minutos após o contato com alérgeno. A doença é controlada pelo uso de antialérgicos e, quando mal tratada, pode levar a um quadro infeccioso, como a sinusite.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Auditoria em Vigilância Sanitária (Imbravisa), entre as principais alergias que acometem pacientes nesta época do ano, a asma é destaque em 10% da população mundial. Doença crônica caracterizada pela inflamação dos pulmões, durante a crise de asma a via aérea do indivíduo se torna estreita e pode ser preenchida por líquidos secretados pela inflamação pulmonar, causando falta de ar, chiado no peito, tosse, fadiga e dificuldade de concentração.
Como a rinite, a asma é desencadeada principalmente pelo contato com alérgenos como poeira, ácaros e mofo, e para a prevenção das crises é importante preparar as roupas que começam a ser usadas nesta época. ''Lavar as roupas de frio com sabão neutro e secá-las ao sol e refrescar cobertores antes do uso são medidas preventivas no controle da asma'', cita Adriana, ressaltando ainda a importância da ingestão de líquidos e frutas, que no outono tende a diminuir.
Colocar uma bacia com água no quarto da criança para umidificar o ambiente, evitar queimadas e não fumar perto do asmático completam a lista de indicações para o controle da alergia, afirma a enfermeira.

Respira Londrina
Há sete anos, Londrina conta com um programa de controle da asma, o Respira Londrina, que atende pacientes alérgicos nas Unidades Básicas de Saúde. De acordo com informações do Conselho de Programas em Asma e Rinite (Copar), todos os pacientes asmáticos têm o direito de receber tratamento gratuito e acompanhamento médico regular pelas equipes do Programa Saúde da Família.
Estes pacientes são assistidos por uma equipe multiprofissional e aqueles classificados como asma leve e moderada fazem acompanhamento no próprio posto, enquanto os portadores de asma grave ou de difícil controle são atendidos por um pneumologista no Núcleo de Referência em Asma (Nura), localizado na Policlínica Municipal.

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