Outdoors tomam fachadas de escolas
As escolas públicas estaduais encontraram uma alternativa para aumentar a renda. As Associações de Pais e Mestres (APMs) dos colégios estão firmando contratos particulares com agências de publicidade para a comercialização de outdoors instalados junto aos muros e pátios e até na fachada das instituições. O uso dos espaços publicitários é autorizado pela Secretaria de Estado de Educação, que orienta as APMs a especificarem nos contratos a proibição de propagandas de bebidas alcoólicas, cigarros e motéis.
Segundo o ouvidor-geral da Secretaria da Educação, Laureni Martins Teixeira, as APMs são responsáveis pela venda dos espaços e pela administração do dinheiro proveniente da comercialização. Os outdoors nas escolas estaduais representam mais uma fonte de renda, dinheiro usado para despesas diárias, diz Teixeira. Os outdoors nas escolas, de acordo com ele, existem há alguns anos, mas passaram a ser mais usados na capital nos últimos meses. A Prefeitura disciplina, como em toda a cidade, os padrões estéticos dos outdoors, mas não existe qualquer regulamentação oficial sobre os conteúdos dos outdoors instalados nas escolas públicas, explica Teixeira.
A APM do Colégio Professor Lysimaco Ferreira da Costa - com 1,8 mil alunos - instalou quatro outdoors na escola há três meses. Segundo o diretor-geral da instituição, José Derli Cavalheiro, cada espaço rende cerca de R$ 150,00 por mês. O dinheiro é usado para comprar materiais de limpeza e para a realização de pequenos reparos, conta. O diretor garante que os outdoors, instalados na lateral da prédio, não comprometem a arquitetura. É uma boa alternativa para complementar a receita.
Quanto ao uso dos espaços para fazer propaganda de escolas particulares, Teixeira acredita que não há problema. Trata-se de uma propaganda como outra qualquer, diz.
Mas nem todos vêem os outdoors como uma alternativa viável para engordar a receita. A diretora-geral do Colégio Cristo Rei, Dalcília Baganha, acha que os R$ 60,00 mensais recebidos pelo uso do espaço não compensam as críticas geradas pela colocação do outdoor, instalado há três meses na fachada da escola. Já falaram muito mau, que a escola ganhava muito dinheiro e que o outdoor escurecia as salas de aula, conta. Dalcília discute com a APM a possibilidade do outdoor ser retirado. Acho que só valerá a pena se conseguirmos lucrar mais com a publicidade.
Outras escolas públicas que instalaram outdoors são a Escola Estadual Tiradentes, o Colégio Estadual do Paraná e o Colégio Júlia Wanderley.Kraw PenasPoucas regrasSecretaria de Educação orienta APMs a especificar nos contratos a proibição de propagandas de bebidas alcoólicas, cigarros e motéis nas fachadas das escolasAndrea Vendramini





