Outdoor acusa motorista de assassino no trânsito
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 1998
Cristine Pieske 
Marcelo AlmeidaO outdoor apela para a consciência: Que Deus se Compadeça da sua AlmaA família da pedagoga Marinilze Aparecida Pontarola de Souza, morta em um acidente de carro em fevereiro na BR-277, não quer que o responsável esqueça o que aconteceu. Desde ontem, 15 outdoors espalhados por Curitiba lembram que o motorista que cruzou a frente do Renault dirigido por Marinilze e que fugiu sem prestar socorro é um assassino do trânsito.
Tudo o que se sabe sobre o motorista é que ele dirigia um veículo branco e provocou o acidente ao tentar ultrapassar o carro da pedagoga pela direita. Depois da batida, que fez o carro capotar quatro vezes e feriu também as filhas de Marinilze, o motorista fugiu. A pedagoga, de 38 anos, sofreu traumatismo craniano, ruptura da medula, várias perfurações no pulmão e morreu em menos de 48 horas.
No momento da batida, ninguém anotou as placas nem qualquer outra característica do veículo, o que impossibilitou a identificação do culpado. Por isso, os familiares de Marinilze acreditam que a única maneira de impedir que o mesmo motorista provoque novos acidentes é apelar publicamente para sua consciência. A mensagem do outdoor termina com a frase Que Deus se Compadeça da sua Alma.


