Ousadia - Ladrões furtam vizinhos da 10 SDP
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segunda-feira, 05 de julho de 2004
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
Dois estabelecimentos comerciais foram vítimas de furtos na madrugada do último domingo no Centro de Londrina. O fato parece idêntico a muitos que ganham as páginas dos jornais, mas a ocorrência tem um ingrediente especial: os dois estabelecimentos, um bar-lanchonete e uma oficina mecânica, estão localizados na Rua Sergipe em frente à 10 Subdivisão Policial (SDP), prédio da autoridade máxima da Polícia Civil na região.
Os dois furtos aconteceram num intervalo de poucos minutos, por volta das 2 horas. Na oficina mecânica, a porta do escritório foi arrombada e foram levados um fax, uma impressora e a CPU do computador. O estabelecimento oferece serviços há cerca de sete anos e, de acordo com Bárbara Ferreira, filha da proprietária, é a segunda vez em que o local é arrombado.
Em abril deste ano, foram furtados uma bicicleta e objetos como garrafas de uísque e chocolates que estavam dentro de uma divisão em alvenaria que fica nos fundos do pátio. ''Suspeitamos que o autor do furto deste fim de semana seja um ex-funcionário da oficina, que ameaçou minha mãe de morte depois de ser demitido'', disse Bárbara.
No bar-lanchonete foi arrombada a porta dos fundos, localizada atrás de uma estante de bebidas. O ladrão (ou ladrões) levou produtos como garrafas de uísque, de vinho e vodka, e chocolates. O proprietário do estabelecimento, Marcos Ferreira, afirmou que um catador de papel que é sempre visto nas imediações da 10 SDP o procurou por volta das 2 horas de domingo para relatar que havia gente no bar-lanchonete.
''Ele me encontrou no outro comércio que tenho (localizado próximo a um supermercado na Avenida Leste-Oeste), mas eu não acreditei'', explicou. Ferreira esteve no bar-lanchonete na tarde de domingo e constatou que o furto havia ocorrido. Segundo o proprietário, o prejuízo foi superior a R$ 300. ''Abri o estabelecimento no local justamente porque queria segurança. Não estou aqui nem há dois meses e olha o que acontece'', indignou-se.
O superintendente da 10 SDP, Francisco de Assis, afirmou ontem que, na hora dos furtos, a Polícia Civil não foi avisada por ninguém. ''Só ficamos sabendo depois'', alegou o investigador, que informou que já há um suspeito dos crimes. Assis preferiu minimizar o fato de que os policiais de plantão não viram nada. ''Foram furtos, não assaltos. O pessoal do plantão tem serviço para fazer, não pode ficar vigiando o tempo todo. Já aconteceu até furto de moto atrás de módulo policial'', disse.


