Osteoporose é risco para
mulheres na menopausa
Carmem Murara
Com 77 anos de idade - sendo os últimos dez dedicados a tratar da doença - dona Yolanda Vilatore engrossa a estatística das vítimas da osteoporose, doença que se caracteriza pela perda da massa óssea. Dados da Organização Mundial da Saúde revelam que a osteoporose atinge uma em cada três mulheres após o período da menopausa, quando há uma alteração na taxa de hormônios femininos. A doença pode levar à invalidez e até a morte, em casos extremos, quando há necessidade de cirurgia.
Os problemas e soluções para conter a doença serão debatidos hoje e amanhã no 2º Simpósio Paranaense de Osteoporose, em Curitiba. Médicos de diversos Estados discutirão a evolução da doença e os últimos recursos para tratamento.
Segundo o presidente da Sociedade Paranaense de Reumatologia (SPR), Sebastião Radominski, a osteoporose ganhou destaque em todo o mundo devido à incidência da doença. Os Estados Unidos gastam US$ 13 bilhões ao ano para tratar mulheres que estão com problemas ósseos. Mas a osteoporose não atinge apenas as mulheres. Homens, crianças e pacientes tratados com cortizona podem desenvolver a doença.
Para evitar a osteoporose há três receitas fundamentais: alimentação à base de cálcio, exercícios físicos e tomar sol desde a infância. Após os 35 ou 40 anos, as mulheres devem se submeter a exames periódicos para medir a densidade óssea. O diagnóstico precoce pode evitar que a osteoporose se desenvolva. ‘‘O conselho que hoje eu dou para qualquer mulher é que procure um médico após a menopausa, mesmo que não tenha nenhum sintoma’’, orienta dona Yolanda. Ela só procurou tratamento após perceber que sentia cada vez mais dores nos joelhos e articulações.
O médico Sebastião Radaminski disse que os tratamentos hoje visam prevenir a fratura, que se torna muito frequente com a osteoporose. ‘‘Quem não se previne corre o risco de, num escorregão no banheiro ou movimento brusco, sofrer fratura com mínimo esforço, pois o osso vira uma casca de ovo’’.

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