Ossadas de mãe e filh a são encontradas na Graciosa
Marili do Rocio Deufrate, 35 anos, e a filha dela, Luziely Deufrate, 8 anos, desaparecidas desde o dia 14 de dezembro, estão mortas. As ossadas dos dois corpos foram localizadas na tarde de segunda-feira, numa ribanceira às margens da PR-410, a Estrada da Graciosa, na região do Recanto da Grota Funda, próximo à divisa de Quatro Barras e Morretes. O companheiro de Marili, com quem ela mantinha uma relacionamento há 10 anos, o major reformado da Polícia Militar João Carlos dos Santos, 47 anos, é o principal suspeito do crime.
Com a localização dos corpos, a Polícia Civil, responsável pela investigação, passou a tratar o caso como duplo homicídio seguido de ocultação de cadáver. A polícia acredita que mãe e filha, que moravam no Jardim Acrópole, em Curitiba, foram assassinadas em outro local e depois jogadas na ribanceira.
A polícia não pôde avaliar como elas foram mortas. A príncipio, acredita-se que Marili foi esquartejada e que a criança recebeu uma pancada na cabeça. Mas este último ferimento pode ter sido provocado por animais que vivem na região e que costumam se alimentar de carne decomposta.
A família reconheceu os corpos por um anel com a letra M gravada, usado por Marili, e por um lençol e uma colcha, usados para enrolá-los. No local, a polícia encontrou um boné que foi reconhecido pelo pai de Marili, Hilário Defrate, como sendo do major João dos Santos.
Os corpos foram encontrados por Carlos Amorim Kirten, chefe de um grupo de funcionários que faz a limpeza da Estrada da Graciosa. Ele estava roçando ao lado da pista quando escorregou e caiu na ribanceira. Kirten sentiu um cheiro forte e depois viu um lençol. Ao chegar perto, percebeu que se tratava de um corpo humano, que era o de Marili. Ao tentar sair do local, acabou encontrando, a 30 metros, a ossada de Luziely.
O reconhecimento dos corpos foi feito no Instituto Médico Legal de Paranaguá, onde serão realizados os exames para verificar a causa das mortes. Os laudos serão encaminhados à Delegacia de Homicídios de Curitiba, que já investigava o caso. O delegado titular da especializada, Gutemberg Luz Neves Ribeiro, espera ouvir João dos Santos nos próximos dias.





