Ossada de criança é encontrada
Áureo Nogueira

Arquivo Folha
Sem identificaçãoO delegado de Cambé, Nasser Salmen, diz que só depois da limpeza dos ossos, feita na UEL, será possível tirar conclusões sobre a morte da criançaUma ossada foi encontrada domingo à tarde em um arroio atrás da chácara da indústria Bratac, perto do limite entre Cambé e Londrina. A ossada é de uma criança de 12 a 13 anos. Entre os ossos encontrados faltam da cabeça e de um dos pés.
A ossada foi encontrada pelos irmãos Luciano e Emílio Lopes Siqueira, que estavam pescando, acompanhados da mulher de um deles, não identificada pela Polícia. Eles comunicaram o fato ao Corpo de Bombeiros, que acionou o delegado de Cambé, Nasser Salmen, o Instituto de Criminalística e o Instituto Médico Legal (IML) de Londrina. A ossada foi recolhida pelo IML e encaminhada para a Universidade Estadual de Londrina (UEL), que deve fazer hoje sua limpeza. A limpeza compreende a verificação das medidas, do sexo e de alguma possível lesão.
O delegado Salmen não descarta nenhuma hipótese para explicar o caso. ‘‘Não podemos desprezar possibilidades para identificar a causa da morte. Somente depois da limpeza dos ossos poderemos tirar as primeiras conclusões’’, afirma. Segundo ele, há duas crianças deficientes mentais desaparecidas em Cambé - talvez seja uma delas. ‘‘Apenas um desaparecimento está registrado, mas temos conhecimento de dois casos.’’
Nasser Salmen adiantou à Folha que se for constatado que o pé da ossada é torto, muito provavelmente seja de uma das crianças deficientes mentais desaparecidas. O delegado de Cambé está considerando até mesmo a hipótese de a morte ter ocorrido em outro local. Nesse caso, a ossada teria sido jogada no ‘‘pântano’’ ou levada por enxurrada de chuva, que faz aumentar o volume de água do arroio.
Ontem, o Corpo de Bombeiros fez uma ‘‘varredura’’ nas proximidades do local onde a ossada foi encontrada, mas não achou a cabeça nem o pé. ‘‘O local é de difícil acesso: um verdadeiro pântano, com muita lama, tábua e quiçaça’’, diz o comandante do Posto dos Bombeiros em Cambé, tenente Paulo Henrique de Souza. Na opinião do bombeiro, a localização dos ossos da cabeça e do pé está muito difícil. ‘‘Temos uma chance em mil’’, diz, informando que hoje haverá outra ‘‘varredura’’.

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