-Não existe concordância, pelo menos no meio científico, sobre o que causa a dengue hemorrágica. O vírus é o mesmo que causa a dengue comum.
-Os sintomas iniciais da dengue hemorrágica também são os mesmos da dengue comum. A diferença é que surgem sangramentos, queda acentuada da pressão, forte dores no abdômen e alternância de sonolência com agitação. Há também um aumento da frequência cardíaca e diminuição da oxigenação do cérebro. A pele fica fria, e extremidades do corpo, como os lábios, ficam arroxeadas.
-A dengue hemorrágica é uma reação imunólogica de grande intensidade, quase uma ''auto-destruição'' do organismo gerada nos esforços do combate ao vírus. Ela faz com que o volume de sangue na circulação diminua. Abrem-se os poros dos vasos sanguíneos, e há uma fuga do plasma, que é a fração do sangue que contém as proteínas. O processo chama-se choque hipovolêmico.
-Esse volume acaba migrando para cavidades do espaço extravascular. Nelas, podem surgir grandes edemas. Uma forte e súbita dor na barriga, por exemplo, pode ser resultado de um edema local causado pelo choque hipovolêmico.
-A dengue hemorrágica tem mais chance de atacar pacientes reincidentes, principalmente em um período de 3 meses a 5 anos depois da primeira infecção. Ainda não se sabe exatamente o motivo dessa pré-disposição. A dengue hemorrágica, no entanto, pode surgir também nos pacientes que nunca tiveram dengue.
Fonte: Josemari de Arruda Campos, diretora de Epidemiologia e Saúde Ambiental da Secretaria de Saúde de Londrina

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